Dois documentos em momentos de ágape.
Depois do rápido e alegre reencontro nas muitas chegadas, celebradas mais uma vez em Hidrolândia – GO, local da organização básica da Província Oblata do Brasil, o som dos risos “Oblatos” e os desafios de um verdadeiro encontro da Delegação Oblata do Brasil Central tiveram seu momento, dessa vez partilhada com uma ruidosa comitiva da C.P.T., com a qual dividimos áreas comuns. Recordávamos primeiramente acontecimentos iniciais desta nova província, que desde então se tornou motivo de fortalecimento da unidade Oblata, em benefício da Missão, os momentos de tensões já superados e as possibilidades de um futuro melhor.
Justificando o valor do encontro o Pe. Guilherme (Willian) FitzPatrick, OMI, Provincial da Província Anglo-Irlandesa, foi presença muito importante assumindo, Juntamente com o Pe. Bernardo Colgan, OMI a tarefa de conduzir os debates, idéias e proposições daquele pequeno grupo, que primeiramente vieram da colocação geral, animada pelo Pe. Spenser,S.J., dos dois importantes e recentes documentos da Igreja:
VERBUM DOMINE, onde a matriz fundamental destacada foi a urgência de criar relações novas, com A Palavra de Deus, que supera em muito o livro da Bíblia, com o próprio Senhor Jesus e com a Comunidade, espaço de vida em função dos desafios das relações ali vivenciadas. Afirmações positivamente enfáticas como: “O cristianismo não é a religião do Livro, mas das relações”; “Importante que nossas comunidades promovam a verdadeira experiência do conhecimento e do seguimento afetivo e apaixonado por Jesus”; “Nossa experiência religiosa é Cristocêntrica, mas é na relação com a Trindade que aprendemos a superar os medos: do outro, porque Jesus nos aponta para a Fraternidade; de si mesmo porque o Pai nos ama integral e incondicionalmente; e da vida porque o Espírito Santo nos dá Coragem, visando nossa permanência na Realidade”,serviram de base para longas e produtivas discussões.
Diretrizes Gerais da Igreja do Brasil 2011-2015, segundo documento motivador do processo de reflexão e aprofundamento, para o grupo OMI. Tratou-se sobre o desenvolvimento histórico, bem como das atuais opções recentemente efetivadas. Não foram negados os avanços e conquistas que as atuais diretrizes contém, tampouco as dificuldades de manutenção de opções fundamentais realizadas no passado, mas ainda não integralmente cumpridas. A centralidade dos compromissos e ações vinculadas à idéia de Igreja, que marca o atual texto, pode aparentar um “centralismo”, entretanto preferiu-se destacar as possibilidades de dinamismo em tais estruturas.
Intercalamos momentos de reflexão, aprofundamentos, orações, e a possibilidade de seguimos no diálogo entre todos sobre assuntos comuns. Naturalmente as recentes dores e perdas foram trazidas, a fé na ressurreição e a certeza da presença do Deus da Vida, em tudo que foi vivenciado. Éramos naqueles momentos um grupo de irmãos que partilhavam as luzes e as sombras da vida comunitária. Rezamos pela mãe do Pe. João Altino, OMI D. Rosa que se encontrava doente, auxiliamo-nos mutuamente nas dificuldades de locomoção, de compreensão das coisas, de vivência naqueles poucos e preciosos momentos, procurando construir a fraternidade. Os vídeos recém publicados pela província foram apresentados e distribuídos, restando ainda o envio dos textos para meditação.
Através do diálogo superamos as pequenas, ou as mais consistentes barreiras que nos impediram, no passado, de sermos a única Província Oblata no Brasil. Houve grandes vantagens, para ambos os lados, dessa fase em que as “casas” foram arrumadas, aumentando a confiança mútua, as esperanças frente aos desafios inerentes a cada grupo, e concluímos por consenso, que vem chegando o precioso momento dos necessários passos que culminem na aspirada Unificação. Quanto aos temores que necessitam ser superados, não importam; os medos a serem enfrentados também; as dificuldades de adaptações agora parecem menores, frente às cartas com intenções fundamentais, que ao longo do tempo trocaremos. Há uma data fixada como limite máximo: 2015.
Ágape, ali não foi um evento, mas um processo consolidado aos poucos, visando celebrar a Vida Fraterna, e a valorização da Oblação total daquele grupo missionário, que incansavelmente entrega suas energias pelo bem do povo e a construção do Reino. Finalmente meu pedido de orações, para que esse processo de unificação iniciado produza frutos, desafie a todos, manifestando a força vitoriosa de Cristo que vence toda divisão. Agora sigo para a reunião distrital no Recife, acompanhando a etapa final da Dª. Sílvia.
Pe. Rubens Pedro Cabral, OMI.


