Uma Revisão de Vida do Seguimento de Jesus de Nazaret
Nosso coração anseia por asas que nos conduzam à Luz inspiradora do Divino. Uma mudança e uma transformação não podem ocorrer sem uma transformação, sem que o coração seja tocado. Ouvimos o apelo da transformação com o coração, e só ele pode atender a esse chamado. Se o coração estiver fechado, não conseguiremos responder ao chamado, por maior que seja nosso conhecimento espiritual.
O coração aberto nos permite participar plenamente de nossas experiências e estabelecer um verdadeiro contato com as pessoas que nos cercam. Com o coração saborearemos nossas experiências e conseguiremos discernir o que é verdadeiro e valioso.
O amor Divino que busca expressar-se no mundo por nosso intermédio é uma força poderosa que pode romper com todas as antigas barreiras e inverdades que se acumularam em nós. O amor está por trás de tudo. O progresso espiritual requer que vejamos o que está bem em nós. Sabemos, através dos nossos irmãos budistas e mulçumanos que não há pessoas nem lugares sagrados, mas somente momentos sagrados – momentos de graça. Jesus reforça isso no seu encontro com a samaritana: não adoramos a Deus nem no templo em Jerusalém, nem em Garizim, e sim, adoramos e amamos a Deus no espírito e na verdade (Jo 4)! Todos nós já vivemos momentos assim de verdadeira graça, quando estamos plenamente vivos e despertos.
Esses momentos agraciantes são muito mais vividos e reais porque permanecem conosco.
Eles simplesmente ocorrem geralmente de modo tranquilo e imprevisto quando estamos simplesmente saboreando a realidade do momento presente (kairós). Essa realidade nos permite experienciar o amor, o valor, a sabedoria, a compaixão. Estamos livres para viver como seres humanos maduros, que agem no mundo com responsabilidade e compaixão. É o sentido da expressão: estar no mundo, mas não ser dele.
Somos discípulos e discípulas de Jesus, enviados em vida e missão para vivenciar e anunciar o Evangelho abraçando um discipulado missionário como nossa maneira de seguir os passos de Jesus de Nazaré.
No texto de 1Pd 2,4-10 somos chamados/as a ser uma pedra viva na construção do Reinado de Deus em torno da pedra angular, que é a presença de Jesus e da sua Palavra. Dentro desta pedra viva que cada um/uma é há muita vida, muita vitalidade, muita espiritualidade e mística.
1. A pedra viva da minha vocação, do sonho da minha vida – o chamado a ser discípulo e discípula. Eu me sinto empolgado, animado e entusiasmado na minha vida hoje?
2. A pedra viva da minha espiritualidade – a sintonização com o Espírito de Jesus. Minha vida de
oração pessoal e comunitária está amadurecendo cada vez mais? Tenho procurado ser fiel, alimentando minha vida espiritual?
3. A pedra viva dos meus dons e carismas – a força carismática e profética na minha missão. Quais os meus dons e carismas pessoais? Qual o dom mais bonito?
4. A pedra viva da minha vida fraterna – como estou caminhando e fazendo crescer o espírito fraterno na vida comunitária? Quais os pontos mais bonitos que eu encontro? Quais os obstáculos?
Padre Beto Mayer, OMI


