Ações e reflexões desenvolvias no Projeto Tabor
Apenas no mês de Novembro, servindo como referência desse comunicado, o “Projeto Tabor” atendeu 109 pessoas para escuta, orientação, encaminhamentos e cadastros. Ainda no Encontro sócio educativo que acontece toda segunda 4ª feira de cada mês mais 14 pessoas, no último, com a proposta de finalizar a discussão sobre educação de filhos.
Após a acolhida das famílias, iniciamos a reunião recordando a infância de cada um e como isso reflete hoje na educação dos filhos. Repetimos comportamentos e atitudes recebidas de nossos pais comprometendo a relação pais e filhos com conceitos diferentes da forma de educar. Importa saber como hoje lidam com seus filhos no momento de conflitos, como agem com os filhos e as atitudes que tomam para corrigí-los.
Foi lido um texto “O Elefante Acorrentado” remetendo a uma reflexão sobre a crença que muitas coisas “não podemos”, “não conseguiremos”, simplesmente porque quando éramos crianças algo não deu certo, ouvimos tantos “nãos” que ficaram gravados na memória. De vez em quando sentimos as correntes e confirmando o estigma “Não posso e nunca poderei”. Cada um tem suas próprias estacas e comprando a ideia de que “não pode” mudar, avançar no caminho, gerando passividade.

Nesta linha do “não se pode” a questão de como as famílias trabalham a relação com filhos, netos e o que esperam disso. Refletiram sobre situações no dia a dia nas quais apresentam dificuldades como o de criar medo na criança, com reações de violência contribuindo para tornar-se futuramente um ser agressivo. Importa estar atento às nossas ações para que a criança não se torne dependente. Buscar o meio termo, sendo ponderados para que cresça com autonomia e independência. Fazer-se presente em distintas áreas inclusive através do lazer. Quem brinca com as crianças? Os pais também brincam e há carinho nisso? O que faziam conosco em nossa infância que vem se repetindo com seus filhos?
Participar é a palavra chave, sermos exemplos e contribuir para o crescimento dos filhos. No tratamento com os filhos, sob a nossa responsabilidade é preciso termos regularidade (hábito) no agir. A criança precisa de firmeza em alguns momentos para que cresça saudável. A indiferença é uma atitude contrária para este desenvolvimento. E preciso ora dar atenção, ora dar carinho e orientação sempre. Propondo também o lazer para que a criança jamais esqueça esta experiência.
Variantes nas discussões e colocações nestes encontros permitiram em alguns momentos reflexões para um despertar responsável que transforme atitudes habituais em atitudes conscientes. Intervenções dos animadores, igualmente pertinentes para o esclarecimento de questões abrindo possibilidades para o entendimento sobre o tema complexo da educação de filhos. Finalizando o ciclo houve interesse dos participantes que nos próximos encontros seja abordado o tema Autoestima.
Oferecemos outras atividades: As Oficinas de Tear continuam acontecendo todas as 3ªs e 5ªs feiras; a Oficina de Inglês as 4ªs feiras; as visitas domiciliares e as Visitas Institucionais; os encaminhamentos para o AMA – Hospital Samaritano, UBS-SE e para UMC – União de Moradores de Cortiço - Parceria Social. Ainda organizamos a Romaria à Aparecida do Norte – SP acontecida em, 26 p.p. na qual participaram 38 pessoas.
Baseado na máxima “Em Maria, todo sofredor se sente acolhido, restaurado na sua dor, reanimado na esperança”, foi gratificante perceber que durante a preparação e principalmente em Aparecida, para este grupo, foram momentos de profundo respeito e encontro, gerando as manifestações descritas aqui de algumas pessoas:
“- A gente volta de lá com novas forças com a certeza de que vai enfrentar as lutas sem perder a fé...”
“- Não tenho dinheiro nem para comer direito, mas vou separar mais lixo, vou pagar para meu filho e eu,
minha mãe há de me ajudar...”
“- A gente não tem mais nada, mas Nossa Senhora Aparecida vai ajudar, irei e levarei minhas filhas...”
“- Aqui me sinto como se tivesse uma casa...”
“- Hoje eu sou feliz me sinto abraçada pela minha mãe...”
Tais expressões fazem acreditar que vale, valeu a pena ter feito mais essa caminhada, bem como todo envolvimento acima descrito em favor daqueles que viviam perenemente marginalizados, então assumindo a mesma postura de “Maria que guardastes no coração os mistérios do vosso filho” Lc 2,19:5 Esperamos que de fato a cada dia possamos descobrir e implementar o real lugar da solidariedade, do compromisso com o progresso das pessoas e de Maria recém visitada em Aparecida, como referências para nós, em qualidades e valores.
Maria Helena Fratuce Lacerda Valdecy Maria Trindade
Assistente Social Pedagoga
CRESS - 6355


